REVIEW: Alone With You (PS4, Vita)

Alone With You (PlayStation 4, PlayStation Vita)
Data de lançamento: 23 de Agosto de 2016
Desenvolvedora: Benjamin Rivers Inc.
Publisher: Benjamin Rivers Inc.
Preço: R$30,99, Cross-buy entre PS4 e Vita. 
(existe um desconto de 20% na semana de lançamento se voce for assinante da PS Plus)

De cara o que me chamou mais atenção em Alone With You na primeira vez que Ben Rivers divulgou seu jogo, foram os aspectos visuais. Um adventure de temática sci-fi que me lembrava muito características gráficas de clássicos como Snatcher e Rise Of The Dragon. Jogos que entre muitas plataformas, tiveram o SEGA CD como casa, e Ben se disse inspirado nas características visuais como direção de arte e paleta de cores de jogos do add-on de Mega Drive para a criação de AWY. E assim como eles, o foco aqui nesse adventure é a narrativa, funcionando quase somente como uma ”história interativa”.

Alone With You se passa em 2064, em um planeta onde por 16 anos a humanidade tentava estabelecer uma colonia habitável, porém um acidente sísmico danificou a maioria das instalações, fato que resultou na morte de todos os colonos, menos na de seu personagem.

Dai começa sua jornada em Alone With You. Assistido pela inteligencia artificial AF4B/3B sua missão é conseguir fugir desse planeta que a cada dia se torna mais instável. O plano da I.A é usar a unidade de simulação virtual da sua instalação para simular a presença dos quatro comandantes mortos na expedição para te ajudar com diferentes aspectos da sua fuga como unidades de comunicação, mantimentos e combustível.

Para obter informações e materiais, o personagem, acompanhado por AF4B/3B, faz expedições as instalações destruídas. Nessas visitas é que é possível obter detalhes de o que aconteceu com a colonia e a história por trás das relações entre as pessoas que ali trabalhavam antes do acidente. O gameplay nessas expedições se resume basicamente a exploração, escaneando e coletando os dados necessários e também alguns puzzles leves para se acessar determinadas áreas das instalações. Nada muito elaborado, o que torna esses segmentos um pouco repetitivos, apesar dos ótimos visuais e do interessante background apresentado pelo cenário

Ao se retornar para sua base, a I.A cria a simulação com o diretor do estabelecimento onde o jogador explorou para aprender ainda mais sobre os acontecimentos do lugar e também as documentações encontradas por você são uteis para aplicar na nave que será seu meio de fuga do planeta.

Ai é que entra o grande destaque de Alone With You. Os diálogos são muito bem escritos e bastante humanos, apresentando uma arvore de escolhas que interfere na sua relação tanto com as simulações quanto com a Inteligencia Artificial, resultando em diferentes finais dependendo das suas posições em relação as escolhas.  O combo de explorar os ambientes ao dia e descobrir ainda mais sobre eles a noite nas simulações é muito interessante, pena que o balanço entre esses dois pilares não é tão acertado. Em momentos a conversa com as simulações poderia ter sido mais explorada, e em outros os puzzles da exploração poderiam ter sido mais elaborados e menos na cara, que muitas vezes simplesmente demandam um backtracking em áreas já exploradas. E problemas como esses tiram um bocado do incentivo de terminar o jogo múltiplas vezes, mesmo com os diferentes finais.

Se as vezes um voice-over faz falta para adicionar ainda mais peso emocional as interações, a ótima trilha sonora compensa no campo do áudio. Os efeitos sonoros também são muito bons, completando a atmosfera sci-fi imposta pela história e os gráficos.

VEREDITO

Ben Rivers extraiu bastante de seu background trabalhando com graphic novels para Alone With You. Com seu visual estilizado e ótimos diálogos, AWY é um bom adventure que sofre um pouco com a falta de profundidade do gameplay e repetição nos segmentos de exploração. O ponto alto fica para as interações com as simulações holográficas e com AF4B/3B, que podem parecer a distancia ideias absurdas, mas são extremamente relacionáveis e humanas.

NOTA 8/10 


O review foi baseado em uma cópia de PlayStation 4 fornecida pelo estúdio

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  • Eduardo Lückmann

    Queria ouvir/ler sua opnião sobre No man’s Sky.

  • Raizen Santos

    Penso que o foco de mercado no japão mudou, pois eles não tem tempo pra jogar em casa, são muitas horas no trabalho além de eventuais estudos e outras atividades, por isso os portáteis dominam. Sempre falo isso para o pessoal, lembrando que isso é uma opinião pessoal e não reflete necessariamente a realidade.

  • Darth Paul Poor Traaais

    Aqui, lembrando que muitos consideram menos de 9.5/10 como uma “nota ruim”…
    Bom, um jogo pra deixar na lista de “jogar quando estiver mais em conta”. Gosto temática sci-fi e de vez em quando jogar algo que não tem nada explodindo ou salivando atrás de mim.