REVIEW: Shadwen (PC, PS4)

Shadwen (PC, PS4)
Data de lançamento: 17 de Maio de 2016
Desenvolvedora: Frozenbyte
Preço: U$16.99 (existem descontos de lançamento no GoG, Steam e PSN)

Shadwen é um jogo de stealth arquitetado completamente em 3D,  bem diferente de da trilogia side-scroller Trine, também desenvolvido pela Finlandesa Frozenbyte. Anunciado em Dezembro de 2015 Shadwen é ambientado na era medieval, onde se controla a personagem que da nome ao jogo, numa jornada para cobrar uma divida com o rei do reino onde tudo se passa. Durante seu caminho Shadwen encontra Lily, uma garotinha órfã em busca de comida nas ruas do feudo.

As mecânicas básicas de stealth são inclusive apresentadas em um prologo onde se controla Lily.  Em Shadwen, o tempo só passa quando você se movimenta, tendo tanto um botão para fazer o tempo voltar e um para ele passar enquanto se está parado também. As mecânicas de stealth são básicas e incluem se esconder em arbustos e pilhas de feno (bem parecidas com as da série Assassin’s Creed) e criar distrações para os guardas derrubando caixas ou coisas do tipo; Somos então apresentados a Shadwen, e com ela também aprendemos que o jogo possui um sistema de crafting, usando o para construir um grappling hook que é bastante usado no jogo, para se locomover verticalmente nas fases e também para distrair os inimigos ao puxar objetos. Ao longo dos 15 capítulos existem baús espalhados nas fases com materiais e também  plantas que te possibilitam construir novos items. O mais importante no arsenal de Shadwen porém é sua espada, que pode ser tanto usada para assassinar sorrateiramente os guardas como para cortar cordas para derrubar caixas e assim distrair os inimigos.

Dai em diante é escolha do jogador se Shadwen seguira o caminho até o castelo como uma assassina ou não. Em todos os capítulos é possível passar sem ser vista e matar ninguém. É importante citar também que não só Shadwen deve cruzar o caminho dos guardas, mas como você também deve criar um caminho seguro para Lily atravessar os segmentos também.

Fica claro que o jogo é extremamente dependente do refinamento do gameplay e da inteligencia artificial dos inimigos, o que acaba pesando contra o jogo, pois ele apresenta problemas nos dois componentes. Mecanicamente o grappiling hook não é nada polido funcionando muitas vezes de forma inconsistente e tendo constantes glitchs visuais também. A I.A dos guardas é bem tapada, e pode ser facilmente enganada de formas bem simples e até absurdas. Inclusive por conta da facilidade de se distrair os guardas os items que se pode construir apesar de bem variados são completamente descartáveis.  A sensação geral que tive do gameplay é que ele tem um conceito bem interessante, mas faltou qualidade na execução da ideia. Pode ser que um patch futuro corrija essas inconstâncias.

Não ajuda também que o jogo tem uma variedade bem limitada de inimigos (2) sendo que a diferença de como eles podem ser eliminados é minima, e também facilmente explorada pela já mencionada pobre IA do jogo. Apesar da pouca variação de objetos e cenários, as fases são até bem diferentes em design. Os graficos do jogo são interessantes, tendo identidade visual parecida com a da série Fable.

A história não é muito interessante, tendo um arco bem genérico que vai perdendo cada vez mais importância devido ao jogo acabar se prolongando demais na quantidade de capítulos. Nunca se atinge o clímax, e o final pelo menos pra mim não teve impacto nenhum. O único traço interessante da narrativa são as conversas que os guardas tem durante as fases, que são em sua grande maioria divertidas e muito bem dubladas.

VEREDITO

Shadwen apresenta ótimos conceitos e idéias pra um jogo de stealth, e os poucos momentos onde tudo funciona são satisfatorios, mas simplesmente não entendo o porque da Frozenbyte ter lançado o jogo nesse estado. Do refinamento do gameplay a história tudo parece ainda estar no campo do protótipo, e não de um produto finalizado. No estado atual não recomendo

NOTA: 4.0/10


O review foi baseado numa cópia de PlayStation 4 fornecida pela Frozenbyte.

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  • Sulean Moura Barros

    Nota justíssima!