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Review: Submerged: (PC, PS4, XOne)

Submerged (PC, PlayStation 4, Xbox One)
Desenvolvedora: Uppercut Games
Data de lançamento: 4 de Agosto, 2015 (PC , PS4 ), 7 de agosto, 2015 (Xbox One)
Preço: $19.99 (R$40 nas lojas brasileiras da PSN, Live Marketplace e Steam)

Submerged surgiu como um jogo com foco na exploração, livre de combate e inclusive de morte do personagem. Desenvolvido pela australiana Uppercut Games, composta em sua maioria por ex devs da defunta 2K Australia (Bioshock 2, Borderlands: The Pre-Sequel!), o jogo me atraiu por esses conceitos e também pelos belíssimos aspectos visuais.

O jogo se passa num ambiente pós apocalíptico aonde o nível do mar  subiu a ponto de inundar cidades. Controlamos Miku, uma garota em um barco tripulado também por seu irmão que está ferido, e ali toda a premissa do jogo é apresentada. Devemos explorar essa cidade inundada e aparentemente abandonada procurando por suprimentos para curar e restabelecer as forças do irmão de Miku.

Miku tem uma luneta, que podemos utilizar para identificar quais prédios possuem os suprimentos e também livros, que são colecionáveis opcionais que contam a história do jogo. História essa que é contada por desenhos, dando uma background tanto do passado da cidade como dos irmãos.

Nas minha primeiras duas horas no jogo fiquei praticamente só navegando e apreciando os visuais e a ótima trilha sonora. Logo acelerei o barco e fui saudado por alguns golfinhos e um pouco depois por uma baleia gigantesca. Duas cenas muito bacanas e visualmente impactantes que renderam várias screenshots. O jogo inclusive tem um photo mode muito interessante em que é possivel criar cartões postais.

Dai pra frente a experiencia caiu muito. Foquei em fazer a historia principal, que consiste em identificar os prédios corretos e escala-los em busca dos suprimentos. Os problemas começaram já com a a luneta. Quando ela identifica um objeto, ele é marcado no mapa. O problema é que as vezes mesmo com o zoom no máximo e claramente o objeto estando no campo de visão da luneta, ele não é marcado. Após identificar um prédio com suprimentos, começamos a escalada. É uma mecânica muito simplória e repetitiva, não é preciso apertar nenhum botão de ação, apenas pra cima, baixo ou lados nos direcionais. Em poucos instantes estamos no topo e abrimos uma caixa com os suprimentos por meio de uma animação genérica que vamos ver mais algumas vezes. O engraçado é que precisamos de vários items diferentes, mas não importa qual construção marcada pelos destroços de um paraquedas subimos, o item necessário vai estar lá. O risco zero de morte contribui pra que essa escalada seja monótona e sem graça.

A história tanto dos personagens como da cidade são desinteressantes. Inclusive da metade pra frente do jogo, os desenhos narram as suas ações desde que chegou na cidade. Ou seja, ele conta só meia história desinteressante. A história da cidade é um pouco melhor, mas para completa la o jogador tem que escalar outras construções no mapa em busca de livros opcionais. Simplesmente não vale a pena. O jogo tenta ainda criar uma situação de plot twist no final do jogo, mas é insignificante. Existem ainda alguns problemas de animação e movimentação. Tem momentos que a personagem parece flutuar ao invés de andar. Toda essa campanha principal acaba em no máximo duas horas. Cento e vinte minutos de gameplay e cutscenes repetitivas.

VEREDITO

Submerged tem um conceito muito interessante e apresentações artísticas muito bem construídas. A navegação e exploração são empolgantes no começo até que você repara na reutilização de texturas e similaridades de algumas construções. Alguns dos prédios mais diferentes, não podem ser escalados o que é um pouco frustrante. Mas o jogo se perde mesmo na fraquíssima história e no gameplay de ‘’puzzle de escalada’’, que não apresenta desafio nenhum e é extremamente entediante em alguns pontos. Não recomendo pelo preço base .

NOTA: 5/10


O review foi baseado em uma cópia de PlayStation 4 fornecida pela Uppercut Games.

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Felipe Mesquita