REVIEW: Klaus (PS4)

Klaus (PlayStation 4)
Desenvolvedora: La Cosa Enterteinment
Data de lançamento: 19 de Janeiro, 2016 (PS4)
Preço: $19.99 (R$61,50 na loja brasileira da PSN)

O ”puzzle platformer” Klaus foi o jogo que possibilitou os Venezuelanos da La Cosa Ent. de viver do desenvolvimento de jogos. Antes um projeto de Android feito para um concurso de desenvolvimento da Square-Enix na America Latina, o jogo agora é lançado quase 4 anos depois em sua forma completa com apoio da SCE no PlayStation 4.

A história começa com o personagem principal acordando sem memória em um porão e sua unica pista é um nome escrito em seu braço: Klaus. A narrativa, que inclusive pra mim é o grande destaque do jogo, é feita através dos pensamentos e falas de Klaus que aparecem no cenário de acordo com sua progressão na fase. O humor e as reflexões existenciais de Klaus quebram a quarta parede e me lembram muito Thomas Was Alone. E assim como no jogo de Mike Bithell, a história de Klaus se desenrola num enredo intrigante e bem divertido, e de quebra ainda atrela alguns ”twists” ao gameplay de uma forma muito inteligente.

Logo nos segmentos de tutorial é deixado claro como as mecânicas e a narrativa vão sempre andar lado a lado, e feito dessa forma a história praticamente não interfere no ritmo do gameplay, algo crucial para jogos de plataforma. Gameplay esse que começa simples, mas a cada ”mundo” novo algumas regras mudam e quebram qualquer sentimento de repetição, o que o torna sempre desafiador. O unico ponto fraco do gameplay acabam sendo as ”boss” fights, mas que não interferem muito. O design de fases é muito bem pensado, tanto em termos de progressão quanto de não se estender demais em alguns segmentos e mecânicas.  O Touchpad do Dualshock 4 é usado com frequência, e o que parece mais um ”gimmick” fora de lugar no começo logo vira algo fácil e intuitivo de se utilizar. O ritmo é bom, introduzindo na hora certa novos desafios e até um novo personagem jogável.  O único problema que tive em relação ao gameplay é que em alguns momentos ele foi inconstante em relação ao ”timing” dos pulos ou até com o sistema de colisão, mas não é nada muito alarmante.

Outro ponto em que o jogo brilha são nos Segredos. Nessas fases bonus o gameplay é totalmente modificado, como por exemplo logo no primeiro em que só é possível se mover para a esquerda, criando um novo tipo de puzzle. Nesses segredos, fragmentos da mémoria de Klaus são obtido,s dando um background bem maior do personagem. Apesar de serem até fáceis de perceber no cenário, tais fases são opcionais, o que acarreta na possibilidade do jogador perder informações importantes sobre a historia e seus personagens.

Em relação a performance técnica o jogo é fluido, mas eu infelizmente tive um problema em que o jogo acabou ”crasheando”, acarretando em perda de progresso. Nada que tirasse meu interesse do jogo, mas foi uma situação incomoda. O visual do jogo é bem minimalista e monocromático que combina muito bem com a ótima trilha sonora eletrônica .

VEREDITO

Klaus é mais um dos ótimos plataformas em 2D a surgir da geração de indies dos últimos 10 anos. Sua história interessante adornada pelo visual bem trabalhado e gameplay divertido e variado é a combinação perfeita pro gênero. Apesar de alguns problemas é bastante recomendado se alguns de seus jogos favoritos dos últimos anos incluem Braid, Limbo, Super Meat Boy e Thomas Was Alone.

NOTA: 8.3/10


O review foi baseado em uma cópia de PlayStation 4 fornecida pela La Cosa Ent. Klaus estará também disponível no PC no futuro. 

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  • Fábio Guedes

    Basicamente acompanho podcasts somente em áudio. Os conteúdos em texto como esse review serão difícis eu sequer ficar sabendo. Em relação aos jogos desse estilo, só gostei de Braid.

  • Rodrigo Roonco Boeira Ehlers

    Estava ansioso para consumir mais conteúdo do Reloading! Muito bom!